Filhote de macaco é resgatado ao ser visto do lado de mãe atropelada e morta em RO

Um macaco da espécie Bugio, de aproximadamente quatro meses de vida, foi resgatado esta semana em uma rodovia rural. O animal estava ao lado do corpo da mãe, que havia sido atropelada e morta na entrada de Novo Horizonte do Oeste (RO), município da Zona da Mata.

O morador que passava pelo local resgatou o macaco e o entregou para a bióloga Cíntia Raquel Lauxex, que é moradora de Alta Floresta do Oeste (RO), ela decidiu adotar o animal. Uma ocorrência foi registrada na Delegacia Ambiental, mas como o órgão ainda não tem um local adequado para encaminhar o bicho, pediu para que a bióloga continue cuidando.

Cíntia contou ao G1 que um amigo passou pelo local onde a mãe do macaco havia sido atropelada e observou que o filhote ainda estava grudado na mãe. Como percebeu que o bichinho estava com fome e sede, e ainda corria o risco de também ser atropelado, decidiu tirar o animal da rodovia.

“Como ele sabia que eu era bióloga, me procurou e perguntou se eu poderia cuidar do macaco. Tenho muito carinho pelos bichos e aceitei na hora. No primeiro dia tentei dar água e leite para ele, mas não aceitou. Acho que estranhou o ambiente, mas agora já está bem acessível e aceitando a comida”, contou Cíntia.

Como ainda é um filhote, a bióloga diz que o animal é bem carinhoso e fica o tempo todo enroscado nas mãos ou no pescoço dela.

“Eu até preparei uma caixinha para ele dormir, mas ele não gosta muito. Gosta mesmo é de ficar enrolado na gente, acho que era assim que ficava na mãe dele e é também uma forma de se sentir protegido. Ele é bem dócil”, afirmou a bióloga.

Após receber o animal, Cíntia procurou a Delegacia de Polícia Ambiental de Alta Floresta do Oeste para comunicar que estava com ele e pedir que o recolhessem, porém, foi informada que no município não havia local adequado para isso.

“Eu vou ficar com ele até que encontrem um ambiente propício, para que o soltem, ou alguma reserva. Não vejo nenhum problema em cuidar dele”, garantiu.

O policial ambiental Lucas Simão disse que após o registro da ocorrência, uma equipe ambiental foi até a casa de Cíntia e constatou que o macaco está sendo bem cuidado. Como no município não existe reserva, estão estudando qual destinação darão ao animal.

“Se fosse uma cobra ou algum bicho parecido, poderíamos simplesmente soltar no habitat, mas como se trata de um macaco ainda filhote, não podemos fazer isso, pois como não sabe como procurar comida, poderia morrer de fome, ou ser presa fácil para predadores”, explicou Simão.

Lucas disse ainda que a equipe pesquisará se existe em Porto Velho alguma reserva para receber o animal, caso exista, o macaco será encaminhado.

Fonte: G1