Estudo realizado em Cacoal, RO, aponta que canela em pó ajuda no cultivo da rosa do deserto

Após um ano de estudo, o biólogo Dorival Bertochi, de Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, confirmou que a canela em pó pode ser utilizada como cicatrizante na flor rosa do deserto. O estudo virou tese de trabalho de conclusão de curso.

A rosa do deserto é originária da África do Sul e pode chegar a medir quatro metros de altura e um de largura, quando cultivada em ambiente natural. Ela consegue se adaptar em países tropicais como o Brasil.

A planta tem conquistado quem é apaixonado por flores. Dorival se encantou pelas características exóticas dela e passou a estudar a melhor forma de cultivá-la. A pesquisa foi usada como o último teste dele para concluir o curso de biologia.

“Ao pesquisar, percebi que o caule dela é o que mais chama a atenção, além das flores. Daí em diante, passei a procurar técnicas para cultivar a rosa do deserto. Descobri a canela em pó e pesquisei um pouco mais. Como estava no período de fazer o TCC [Trabalho de Conclusão de Curso], veio a ideia de fazer sobre a canela em pó”, contou.

Durante um ano de estudo, foram selecionadas 20 plantas com aproximadamente 25 centímetros de comprimento. Dez foram tratadas com canela em pó e as outras 10 sem o produto. O trabalho era para saber se realmente a canela ajudava as rosas no processo de cicatrização. Os resultados foram significativos.

“Quando fiz esse processo, deixei secando por cinco dias. Depois, replantei. Após replantar, esperei cerca de três meses para ver o resultado. Todo o trabalho levou cerca de um ano. A canela em pó é cicatrizante, pois tem ação antifúngica e microbiana. Então se a planta tem um ferimento, podridão, ou até para fazer a poda, pode-se usar a canela. Estancando o ferimento”, explicou o biólogo.

José Carlos Montefusco já sabia disso. Ele é eletricista, mas nas horas vagas trabalha cultivando plantas. Uma delas é a rosa do deserto. Há mais de 20 anos, usa a canela em pó para cicatrizar os ramos e fazer novas mudas. Ele conta que aprendeu essa técnica no Paraná em um clube de bonsaistas.

“Quando se reaproveita os galhos, faz um acabamento com a canela, espera quatro a cinco dias, depois replanta e aproveita o galho e se usar a canela em pó em um pulverizador. Elas vão gostar muito, pois as flores vão sair bonitas”, afirmou José Carlos.

Fonte: G1