Alunos criam helicóptero com material reciclável para combater mosquito

controleEstudantes de uma escola municipal de Taquaruçu, distrito de Palmas, criaram um helicóptero para identificar focos do Aedes aegypti na cidade. Os quatro alunos de 14 e 15 anos usaram materiais recicláveis, com garrafa pet e forma de isopor na invenção.

A ideia, que surgiu após os alunos se sentirem incomodados com as notícias sobre dengue, ficou em 1º lugar na Feira de Empreendedorismo, Ciência, Inovação e Tecnologia das Escolas Municipais de Palmas.

“Na época que a gente estava desenvolvendo o projeto tinha uma polêmica muito grande a respeito do Aedes aegypti na televisão, na internet, em todo lugar que a gente olhasse. Na cidade [tinha] muita gente estava morrendo com a doença. Então a gente pensou em unir o nosso tema na da feira de ciências e fazer alguma coisa que pudesse ajudar erradicar o mosquito”, explica Angela Cristina Dias, de 14 anos.

Para colocar a ideia em prática, os estudantes se empenharam depois das aulas e usaram materiais recicláveis e construíram o primeiro modelo com material reciclável: garrafa pet, hélices de um brinquedo antigo e palitos de picolé, mas não funcionou.

“Um dos problemas eram os fios que ficaram muito pesados e a gente não conseguiu conectar um controle remoto. A gente só tinha um medidor de velocidade e conseguíamos fazer ele levantar e pousar, mas não controlávamos para onde devia ir. Acabou queimando”, conta Paulo Mateus Neves Ribeiro, de 14 anos.

Foram três meses de trabalho, montando e desmontando peças, para que os alunos chegassem ao segundo helicóptero.

“A diferença desse modelo é que não precisa de um cabo para poder voar na altura necessária. Esse é mais leve e pode alcançar uma altura adequada para encontrar os focos da dengue. Ele é feito com garrafa pet, forminha de isopor, hélice de um helicóptero mais velho e um cartão de memória para guardar as imagens”, explica João Victor Rodrigues da Silva de 15 anos.

“A gente conseguiu instalar um sensor dentro do helicóptero e outro dento do controle, com isso ele voa mais alto e a gente não precisou instalar aquele monte de fio”, diz Victor Parente, de 14 anos.

Os alunos conseguiram colocar uma câmera no helicóptero, que filma em tempo real e passa para o computador ou armazena no cartão de memória. “A gente colocou ele para rodar em cinco lugares diferentes de Taquaruçu. Desses cinco, conseguimos encontrar um foco da dengue perto de um riacho. A gente fotografou e chamou um agente ambiental”, diz Angela Cristina Dias.

O projeto deu tão certo que foi eleito o melhor projeto de Palmas. “Nós estamos muito felizes e orgulhos. Eles estão de parabéns porque realmente se empenharam, se dedicaram. Em muito esse projeto ajudará a população palmense”, comemora a professora Luciana Dias.

adoles_roboFonte: G1