Batedeira de açaí que utiliza energia solar será implantada no interior do AP

batedeiraUm projeto do curso de engenharia elétrica da Universidade Federal do Amapá (Unifap) resultou numa batedeira de açaí que funciona através de energia solar. A proposta é facilitar o trabalho de ribeirinhos, extrativistas e remanescente de quilombo, que processam a fruta manualmente.

O trabalho, batizado de “Batedeira solar de Açaí” foi desenvolvido pelo professor Alaan Ubaiara Brito e pelas universitárias Allana Feijão e Anita Almeida, ambas de 23 anos. A ideia surgiu da vontade de aliar energia solar com foco social durante o trabalho de conclusão de curso das jovens.

As estudantes passaram um ano nos Estados Unidos, por meio do programa do governo federal Ciências Sem Fronteiras, onde se especializaram na área de energia renovável. De acordo com os pesquisadores, apenas uma comunidade poderá ser beneficiada com o projeto. A expectativa é implantar a energia solar nas bateteiras de açaí em seis meses.

“O foco é social. Existem centenas de comunidades que não têm acesso a energia elétrica que é um bem comum, todos deveriam ter e que proporciona uma qualidade de vida. Além disso, o foco do projeto são aquelas pessoas que dependem fundamentalmente do consumo do açaí, não é nem a venda do açaí, e sim realmente o consumo mesmo. Essas comunidades dependem do produto para viver, que é o alimento diário de diversas famílias”, explicou Allana.

A universitária reforça que a iniciativa é uma maneira de aprimorar a produção e venda da polpa. Para ser implantado é necessário a compra de 20 placas fotovoltaicas, que custam em torno de R$ 8 mil.

Mas, o projeto ganhou um incentivo. Ele foi premiado na categoria ‘Economia Verde’ dos prêmios Samuel Benchimol 2016 e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente. O valor da premiação de R$ 25 mil deve ser utilizado para a conclusão e implantação do trabalho no interior do estado.

Allana conta que parte dos equipamentos para o protótipo inicial foram comprados pela universidade, e as placas são emprestadas. Allana ressalta que o grupo busca apoio para a implantação do projeto em mais de uma localidade.

“O projeto inicial demorou cerca de seis meses para ficar pronto. Agora queremos levar para as comunidades que necessitam do serviço. Mas para isso, precisamos de recursos. A batedeira de açaí e o inversor conseguimos pela universidade. Faltam as placas solares que é de um valor muito alto. Não vamos poder levar as da universidade para a implantação”, reforçou.

Fonte: G1