Cirone Deiró disse que abertura de CPI para fiscalizar Energisa responde clamor da sociedade

A Energisa submeteu os rondonienses a uma crise energética sem precedentes. Os prejuízos estão sendo contabilizados em todos os segmentos da economia”, disse o deputado Cirone Deiró (Podemos), presidente da Comissão de Agricultura, ao assinar o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com a finalidade de investigar a Energisa sobre as práticas abusivas contra os consumidores e as oscilações e interrupções no fornecimento de energia.

O parlamentar disse que a medida é uma resposta às centenas de denúncias do setor produtivo, especialmente dos produtores de leite, aves, gado em confinamento e os agricultores que trabalham com irrigação. “Diariamente, o setor produtivo contabiliza os prejuízos em consequência das constantes oscilações e interrupções no fornecimento de energia elétrica”, registrou.

De acordo com Cirone, os transtornos causados pela Energisa prejudicam todos os consumidores, mas é na área rural onde a situação é ainda mais grave. “A interrupção de energia também compromete a comunicação na área rural, em muitas comunidades o único meio de comunicação é via internet. Sem energia, os agricultores também não têm acesso a internet e não conseguem fazer o comunicado do fato”, disse.

O deputado apresentou o caso do produtor Edisson Caus, do município de Cacoal, que trabalha com granja de produção de ovos e perdeu apenas em uma tarde que a granja teve a interrupção de energia, 600 galinhas poedeiras. Segundo parlamentar, os prejuízos são contabilizados também pelos produtores de leite que por oscilações ou interrupções na energia não conseguem funcionar o tanque de resfriamento. “Essa é uma fonte de renda importante para os produtores de leite, quem vai reparar esses prejuízos”, questionou.

De acordo com o parlamentar, a falta de compromisso da Energisa com os consumidores exige uma forte atuação da Assembleia Legislativa e da bancada federal em defesa dos rondonienses. “Não podemos ficar refém de uma empresa que não está conseguindo entregar para o consumidor uma energia com qualidade, e ainda tem o agravante do aumento injustificável na conta de energia dos consumidores”, contestou.
Foto: José Hilde-Decom-ALE-RO